—Porque não?! Ainda me torturas, miseravel vaidade!

A mãe seguia-o de perto, ajudada por Almeida.

Em seguida iam as duas irmãs de Fernando, cada uma com seu filhinho nos braços.

Francisco Lourenço, que mal descortinava as escaleiras, ia mui de manso, tacteando o mainel da escada.

Fernando abriu a portinhola da carroagem.

Paulina saltou-lhe aos braços; e, antes de proferir palavra, rompeu n'um chorar e soluçar tão suffocante, que, nos braços dos dois e da velhinha, foi transportada para o pateo.

Fernando ajoelhou á beira de Paulina, que recostava a face desmaiada ao seio de Maria Luciana. Uma das creancinhas, do colo de sua mãe, estendeu-lhe a mão a um dos anneis dos cabellos negros.

Paulina abriu os olhos, e sorriu á creança, e apertou a mão de Fernando.

Maria, com as mãos erguidas, murmurou:

—É o anjo do Senhor que volta com o coração de meu filho. Vejo-te agora vestido de resplendores, Fernando!