—Fernando?... Conheço-o desde que elle chegou a Florença—respondeu o palido mancebo.—Achei-o um desgraçado.
—Desgraçado?!—atalhou Paulina.—Que infortunios são os d'elle?
—Os extremos: os do amor sem esperança—respondeu o pintor.
Paulina encontrou os olhos de sua irmã, que pareciam dizer-lhe: «ouves?»
Leopoldo Roberto esperou novas perguntas das meninas. Passados minutos, aventurou-se o artista a perguntar:
—Pois não conheciam o seu patricio?
—Foi-nos apresentado pelo principe de Monfort—disse Eugenia—mas dos seus infortunios não sabiamos.
—É de Florença a senhora que elle ama?—perguntou Paulina.
—É de Portugal.
—E elle está em Italia?!—accrescentou Eugenia—porque não vae então para Portugal?