—Mas eu arranco-lhe os figados pela boca, bradou o marquez.

—Operação difficil!... tornou Fernando sorrindo.

—Julga-me da sua bitola, sô villão?

—Eu não sei como hei de julga-lo, senhor marquez, depois que o julguei tolo!

E approximou-se com magestosa serenidade. Fernando parecia crescer, nutrir, illuminar-se, e tornar-se mesmo grande aos olhos do convencionado de Evora-Monte.

—Tem de dar-me uma satisfação com armas! replicou o marquez. Joga alguma que não seja o arcabuz do cerco do Porto?

—Não senhor; não jogo armas.

—Quer dizer que não se bate?

—Bato com todas.

—Tem padrinhos?