—Como cahiste n'esse estado? perguntava Almeida ao seu amigo.

—Era o meu estado natural. Assim me conheceste no cerco e na universidade. Paulina emprestou-me uma segunda natureza que eu lhe devolvi em lagrimas, e fiquei como era, peor do que era, porque havia uma virtude em que eu tinha fé—o coração da mulher—e esta crença tambem se foi diluida em lagrimas.

—Injustiça!—interrompeu Almeida.—Não te diz ella que está prompta a requerer o seu deposito?

—Disse, não diz.

—Propõe-lh'o.

—Não. Quero forrar o meu pundonor ao ultraje da negativa.

—Farei eu a proposta, mediante o conde de Rohan.

—Recuso o favor. Quem te diz a ti que o conde de Rohan deseja o casamento de sua cunhada comigo?

—Elle.

—Não creias. O conde de Rohan tem irmãos. Paulina é rica e formosa como Eugenia.