—Estou cá por dentro negro como aquella sartã!
—Isso é flato, homem! vai tomar ar, trabalha um poucaxinho para espaireceres.
João da Cruz passou ao coberto onde tinha o armario da ferragem e a bigorna, e começou a atarracar cravos.
Alguns conhecidos tinham passado, palavreando com elle consoante costumavam, e achavam-no taciturno e nada para graças.
—Que tens tu, João?—dizia um.
—Não tenho nada. Vai á tua vida, e deixa-me, que não estou para lérias.
Outro parava e dizia:
—Guarde-o Deus, senhor João.
—E a vocemecê tambem. Que novidade ha?
—Não sei nada.