—Mas se te mandassem á mestra?—insistiu D. Julia.

—Seria muito feliz, mas nem quero pensar n'isso.

—Pelo contrario; eu e minha mãi, viemos procurar-te para que nos conduzisses a casa da snr.ª D. Thereza, e, se a tua protectora estiver satisfeita comtigo, pedir-lhe-hemos para te deixar ir todos os dias á mestra. Então não respondes?

—Perdoai-me, senhora. Estou muito contente e alegre, e queria agradecer-vos, mas não posso. Que fiz eu para merecer tantos beneficios?

—Mostraste-te reconhecida aos beneficios da snr.ª D. Thereza, e isso indica um bom coração; és trabalhadeira e tens desejos de te instruires; mereces portanto que nos interessemos por ti—lhe disse a viscondessa.—Vamos, ensina-nos o caminho para a quinta da snr.ª D. Thereza.

Rosa, commovida, dirigiu-se para a quinta com a viscondessa e sua filha. Pelo caminho respondeu modestamente, e com graça, a todas as perguntas, que lhe fizeram, e cada uma das respostas confirmou mais, as duas senhoras, no bom conceito, que tinham formado de Rosa.

Quando chegaram á quinta, D. Thereza não estava em casa, mas não devia tardar muito, por isso esperaram. Rosa apresentou ás duas senhoras cadeiras para se sentarem e offereceu-lhes um copinho de leite fresco e morno.

D. Julia, a quem o caminho tinha fatigado, aceitou o offerecimento.

Rosa trouxe então uma toalha de linho, alvo como neve, que estendeu sobre uma mesa, na qual collocou o melhor pão, que havia em casa, manteiga e um copo de leite.

D. Julia, com uma alegria infantil, aceitou este lunch frugal, e, reanimadas com elle as suas forças, pediu para visitar a quinta.