—É incompleta a vingança: mas não está mais em minha mão.
E apertou a de Maria Henriqueta, que respondeu:
—O resto... eu!
Os liteireiros afastaram com o pé os cadaveres do caminho, e o prestito caminhou devagar, esperando que Eugenia recuperasse os sentidos aturdidos pelo incidente.
Ao decimo dia de jornada, chegaram os viajantes ao Porto.
Maria Henriqueta subiu serena as escadas da casa onde nascera. Perguntou por seu pae, e disseram-lhe que estava gravemente enfermo, e sacramentado. Entrou na camara, que já espirava o fetido tábido da morte. Approximou-se do leito, ajoelhou, e disse:
—Venho a tempo de lhe pedir perdão, meu pae.
O velho fez um gesto de indignação.
Maria desenrolou a camisa do marido, e murmurou.{228}
—Em nome d'este sangue lhe peço perdão.