—Não subo.
—Como lhe aprouver, meu caro sr. conde de Monção. Não teimo, porque a minha casa é uma barraca de campanha, e tenho cadeira e meia como ornato. Se o não molesta a minha companhia, vamos andando e conversando até ao quartel, que tenho obrigações a cumprir.
O conde encarou-o com arremesso e disse:
—O senhor está certo de eu lhe dizer, quando o senhor me falou n'um amante da filha de Gonçalo Malafaya, que ou eu ou elle?
—Lembra-me d'isso, nem era possivel esquecer-me cousa de tanto porte, dita por v. ex.ª.
—Não esteja a brincar comigo, sr. tenente! Parece-me que zomba!
—Eu!... O sr. conde é exquisito! Zombar eu de cousa que não merece a zombaria!
—O senhor é o homem que D. Maria Henriqueta ama. Não o negue, que, m'o disse ella.
—Mesmo sem lh'o ella dizer, eu não o negaria. Adiante.
—Adiante o que?