[XXI]

C'est un mort..............................
Que cette horrible fin puisse épurer son âme.

PONROY.—Formes et couleurs.

Quando Venceslau entrou ao pateo do palacete do commendador, andava elle passeando no casarão rente da rua, recinto abandonado onde se viam as reliquias de equipagens, significativas de antiga e extincta opulencia.

—Nunca o encontrei aqui, meu commendador!—disse o deputado.—Está no seu museu archeologico... Estas carruagens devem ser as locomotivas que transponham a ideia velha para fóra das fronteiras, quando a mandarmos civilisar-se a Argel... Mas não lhe vejo rosto para gracejos... Que temos? onde estão os ciumosos?

—Lá em cima, e eu fugi para os não ouvir... Escute... Não ouve chorar minha filha?... Escute... olhe...

—Ouço.{260}

—Vá lá, meu amigo. Estão na salêta proxima do quarto. A sua presença ha de conter Eduardo, e evitar que a pobre menina seja enxovalhada por algum insulto de lacaio. Olhe que brados elle está dando em quanto ella chora... Que verdugo!...

Venceslau subiu á primeira sala, passou á segunda e entrou n'um longo corredor que abria na ante-camara de Eduardo. Quando chegou a meio do corredor, pareceu-lhe ouvir o nome de Julia entre os soluços de D. Anna Vaz; e, ao mesmo tempo, um estropear de passos rapidos, que lhe levavam para mais longe as vozes já indistinctas.

Hesitou se devia atravessar a ante-camara, e seguil-os no interior da casa ou retroceder; mas os gritos supplicantes da amiga de sua esposa attrahiam-no, commiserando-o.

Bosquejemos a parte da casa onde está passando o conflicto.