Em quanto o preso seguia só para o Limoeiro, o corregedor mandava lavrar auto, e entregar o cadaver á viuva, ou ao coveiro da mais proxima egreja.
Quando Venceslau chegou ao pateo da cadeia, já lá estava o padre Manoel Ferreira.
O réo apertou-lhe a mão silenciosamente, e enviou ao carcereiro a carta.
Acudiu logo o funccionario a conduzil-o aos seus aposentos.
—Onde é o meu quarto?—perguntou o preso.
—É toda a minha casa, snr. conselheiro.
—Não lh'a acceito, mas muito grato lhe fico. Se me quer favorecer, dê-me um quarto, onde eu esteja sósinho.
—Ninguem virá incommodar V. S.ª sem sua ordem.
O carcereiro sahiu da confortavel salêta onde ficaram o preso e o capellão.
Assim que ficaram a sós, o padre apertou-o contra o peito que lhe rebentava em lagrimas.