Chorava ao despedir-se. Era a tristeza
De me deixar na formidavel presa
Da treva, em quanto a morte a não dissolve.

Partiu chorando. E nunca mais nos vimos.
Mortos! Ao mesmo tempo, ambos cahimos
Na eterna escuridão que nos envolve.

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II
Visconde de Benalcanfor

Já morto! Dilacera-me a saudade.
Não tenho mais ninguem d'aquelles dias
De ephemeras, vibrantes alegrias,
Que me illumine a escura mocidade.

Que ridente e subtil jovialidade!
Que brilhantes hyperboles fazias,
Com graça encantadora, quando rias
Dos sérios carnavaes da sociedade!

A dor de envelhecer não a venceste;
Pois que do coração sempre viveste,
Matou-te finalmente o coração.

Vencido luctador, meu pobre amigo,
Desde hontem que tu dormes no jazigo
O sinistro dormir da podridão.

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III
A maior dor humana