«Temos presente a genealogia dos Camões, manuscripto de Jorge de Cabedo, fallecido em 1602 ou 1604, e pelo tanto contemporaneo de Luiz de Camões. (Veja Diccion. bibliog. de I. F. da Silva, tom. IV, pag. 161).
«Cabedo falla do bisavô do poeta João Vaz de Camões, que foi corregedor em Coimbra, e jaz em Santa Cruz.
«Segue Antão Vaz de Camões (filho d'aquelle e avô do poeta) que casou no Algarve com Guimar Vaz da Gama. Menciona Simão Vaz de Camões (filho de Antão Vaz e pai do poeta) que foi por capitão d'uma náo á India, e deu á costa á vista de Goa, salvou-se em uma taboa, e lá morreu, deixando viuva Anna de Macedo, dos Macedos de Santarem.
«Faz tambem menção de outro Simão Vaz de Camões, residente em Coimbra, parente proximo do poeta, dizendo ter sido aquelle casado com Francisca Rebello[1] filha de Alvaro Rebello Cardoso, a qual, viuvando, casára com Domingos Roque Pereira[2].»
O snr. Theophilo leu isto sem duvida alguma, e cedeu aos singelos argumentos do artigo do Diccionario.
Que faria o leitor, sendo (Deus o livre!) author do livro de Theophilo?
A não entregar a obra toda ao fogo purificador dos seus creditos litterarios, rasgava as paginas em que chamava pai a Simão Vaz, substituindo-as por outras em que lhe chamasse primo.
Diga-se verdade: o snr. Theophilo rasgou duas paginas do livro, a 59 e 60; mas devia inutilisar as seguintes em que subsistem os erros derivados da confusão dos dous homonymos Simão Vaz de Camões.
Escrevi no Diccionario, reportando-me impensadamente a um genealogico dos Camões: «Faz tambem menção de outro Simão Vaz de Camões, parente proximo do poeta, dizendo ter sido aquelle casado com Francisca Rebello, filha de Alvaro Rebello Cardoso, a qual, viuvando, casára com Domingos Roque Pereira.»
Escreve o sr. Theophilo na regenerada pag. 59: