E escreveu: Alvaro, escrevente de tabellião.
--Muito bem--volveu o brazileiro commovido--sabe o que eu quero?
--V. s.ª o dirá.
--É ceder metade d'esta quinta aos pobres para elles edificarem uma casa com seu quintalejo; já se vê que sou eu que pago as obras das casas; e, visto que o snr. Alvaro é um dos trinta e cinco pobres, escolha a local onde quer a sua casa feita. A escolha do local é sua; ora agora, o feitio da obra isso é cá por minha conta.
--Os pobres aceitam, não escolhem--disse Alvaro.
--Mau!--replicou José Maria Guimarães--Mau! ou bem que somos francos um com o outro, ou não temos nada feito. Eu cá sou assim!
--Então quer v. s.ª...
--Deixemo-nos de senhorias. Eu sou filho de um almocreve, e neto e bisneto de burriqueiros; e o snr. Alvaro Pacheco é descendente de capitães-móres a quem meus avós traziam presuntos de Melgaço nas suas recovas de machos. Deixemo-nos de senhorias. Vamos á questão. Onde quer a sua casa?
--Aqui--disse Alvaro.
--Aqui no pombal?!