Do mesmo passo que D. João IV pedia dinheiro para se arrostar com as difficuldades da guerra, e conter o exercito hesitante, um insigne historiador, Rebello da Silva, escreve que elle offerecêra 400:000 cruzados pela liberdade do irmão. N'este depoimento falta o testemunho coevo, e critica mais desassombrada que a do conde da Ericeira, cuja authoridade é medianamente veneravel.

As letras de cambio, que D. João IV firmou, ninguem as quiz descontar em Amsterdam; e, quando iam ser protestadas, o judeu Jeronymo Dias da Costa as pagou... em recompensa de lhe haverem queimado os parentes em Portugal[6].

[2] Madagascar, ou ilha de S. Lourenço primitivamente, foi descoberta em 1506 por Tristão da Cunha, e não por Lourenço de Almeida, como diz Ellis na History of Madagascar, compiled chiefly from original documents. (Londres, 1838).

[3] Documento inedito, que falta na collecção dos publicados pelo visconde de Santarem, e não sei se faz parte dos ineditos do marquez de Nisa existentes na bibliotheca publica de Lisboa.

[4] Parece ama ironia, se não é antes uma censura, dissimulada em fineza.

[5] Palavras desfeitas e inintelligiveis.

[6] Veja o Testamento politico de D. Luiz da Cunha, sujamente impresso com o nome de Carta, por A. Lourenço Caminha.


[INEDITO DE MANOEL SEVERIM DE FARIA]

O primeiro bibliophilo portuguez, o snr. Innocencio Francisco da Silva, ácerca da livraria e dos manuscriptos ineditos do doutissimo chantre Manoel Severim de Faria, escreve o seguinte: