[15] Veja tom. II das Provas da Historia genealogica da real casa portugueza, pag. 537 e seg.

[16] Veja a Lettre du roy Henry III au duc de Mercueur (sic) a pag. 120 da Histoire secrete de Dom Antoine, por mad. de Sainctonge.

[17] Diversifica da primeira importancia da pedra a outra menor que lhe dá a escriptora franceza. Mr. Edouard Fournier extrahiu a noticia das Memoires de l'Estoile por Lenglet Dufresnoy. Veja Un prétendant portugais au XVIme siecle, par Edouard Fournier. Paris, 1852.

[18] Parece que D. Antonio já em Londres, no anno de 1582, empenhára ou vendera um brilhante de mais quilates. No Museu Britannico, Bibliot. Cottoniana, fol. 295. Nero, B. I. ha um diamante que o S. F. F. de la Figanière descreve assim:

«Carta, em inglez, do proprio punho de lord Burghley, dirigida á rainha Isabel, na qual, em conformidade das ordens que lhe haviam sido transmittidas pelo conde de Leicester, dá a sua opinião sobre o destino que deveria ter o grande diamante de D. Antonio (prior do Crato), o qual estava em poder do mesmo conde, como penhor pelo dinheiro emprestado a D. Antonio por certos negociantes inglezes, que instavam muito pelos seus creditos, julgando lord Burghley, que, em attenção ao seu grande valor, seria conveniente que a rainha embolsasse os ditos negociantes, ficando com o diamante como penhor da quantia emprestada, etc. Esta carta tem apenas indicado o anno de 1582. Consta de uma pagina. Lord Burghley pede desculpa da carta que envia á rainha por soffrer muito da perna, e haver-se-lhe exigido resposta immediata. Com effeito parece antes um borrão do que uma carta que se dirigia a uma soberana.»

A venda do outro diamante em Paris é posterior alguns annos.

[19] Em um dos proximos numeros darei noticia laboriosamente averiguada dos descendentes de D. Antonio.

[20] Obra cit., pag. 234 e seg.

[21] A pag. 182 e seg. do romance intitulado Olho de vidro vem integralmente publicada a sentença da inquisição. Nos Manuscriptos addicionaes do Museu Britannico, n.º 15:170, fl. 243 v. ha um soneto de Manoel Fernandes Villa-Real escripto no carcere do santo officio. (Figanière, Catalogo, pag. 284).