—Quem seria a grande bebeda que engeitou a cria?

—Isso hade ser de fóra da freguezia…

—Tambem me parece… Cá não me consta… E vem-m'a cá pôr no adro!… ah bom estadulho!…

—Fica uma coisa pela outra. As de cá tambem as levam ás outras freguezias, quando acontece—disse Joanna.

E nomeou varias ovelhas fecundas e tinhosas, em quanto o pastor lavava a cara no alguidar vermelho que a raparigaça lhe chegava, com a toalha no hombro.

Ao pegar da toalha, sacudindo a cara e assoprando ruidosamente com a sensação do frio, o abbade apertou a pôlpa da espadua á moça com ternura felina. Este carinho confirmou as pazes. Joanna arregaçou os beiços ridentissimos até ás orelhas, e mostrou-lhe nos dentes de brilhante esmalte que o seu amor infinito resistira á prova do couce.

A tia Bernabé affligida, porque o menino soluçando-se esverdeava, chamou outra vez Joanna com encarecidos rogos.

—O sr. abbade está já vestido—disse a môça sahindo á janella.—Passe vossê por casa do tio Izidro da Fonte, e diga-lhe que vá p'ra egreja, e deite agua na pia.

* * * * *

O padre sahiu de casa carrancudo e bocejando. De cada vez que escancarava as mandibulas, traçava no envazamento da boca tres cruzes com o dedo pollegar.