O solicito confidente de D. Alexandre tomou sobre si o encargo de conhecer Casimiro, e esperava tiral-o pelas feições que lhe vira em Pinhel, quando elle era mocinho de quinze annos.

N’este intento, foi como de passeio a Santo Antonio dos Olivaes; e, logo por fortuna, ao dobrar o combro de uma azinhaga, viu um sujeito de farda militar com uma senhora pelo braço.

—Cá está o homem!—disse entre si, e deteve-se a examinal-o, sem attentar em Christina, que o examinava a elle. Casimiro, por sua parte, nem deu tento do reparo do caminheiro.

Ora, Christina tinha visto aquelle homem em Pinhel, recebêra da mão d’elle uma carta de D. Alexandre, e lembrava-se de ter ouvido dizer ao primo D. Sueiro que aquelle soldado de dragões era o seu guarda fiel, e com elle iria ao inferno atacar Satanaz.

O desertor, porém, olvidou-se-lhe Christina, e nem por sombra imaginou ser reconhecido.

A senhora estremeceu... e duvidou. Já elle se havia sumido, quando ella disse:

—Acautella-te, meu filho!

—De quê?

—Vi agora um creado dos de Miranda... Não póde deixar de ser elle... Veio com o Alexandre, e anda a espreitar-te.

—Que tem isso, Christina?