—Tem, que elle é um malvado... Ai meu Deus! d’aqui em diante não tenho momento de socego! Queres que nos vamos embora d’este ermo? Aluga casa na cidade. Pódes ser assaltado no caminho. Tu és valente, meu Casimiro; mas d’uma traição ninguem se livra!

—Os prevenidos livram-se—atalhou Casimiro.—Não vejo causa para mêdo; mas, se has de viver inquieta, mudemos, filha.

—Sim: faz-me isso, que é annos de vida que me poupas!

Andava Casimiro em procura de casa, quando recebeu a seguinte carta de Ladislau:

«Meu compadre. Vai ser surprehendido com a minha petição, á qual subscrevem minha mulher e meu cunhado. Logo que esta receber, metta-se a caminho com a sua senhora, e venham direitos á sua casa de Villa Cova. Iremos os tres esperal-os a meio caminho. Perder um anno da Universidade não faz implicancia á sua futura sorte, se ella tem de ser boa. Esperamol-os; porque não posso acreditar que meus compadres faltem ao seu Ladislau

Casimiro leu, e disse:

—Vamos, e vamos hoje.