Christina, maravilhada da brandura de sua irmã, desceu á sala, e beijou a mão paternal, que se lhe offerecia com affavel sorriso.

Tomou chá trocou leves palavras com suas irmãs, e volveu ao seu quarto, onde desvelou a noute, scismando na transfiguração de seu pai.

A horas de almoço, passou Ruy de Nellas no corredor contiguo ao quarto de Christina, e disse-lhe tocando na porta:

—Vai o almoço para a meza, menina.

Christina estremeceu, e sumiu entre os cobertores a carta, que estava escrevendo, cujo periodo mais importante era assim:

«....... Como penso que terei liberdade de descer ao jardim ao fim da tarde, sahirei pela porta da quinta, que abre para a estrada. Se me enganar, então ámanhã te avisarei........................................ ................................................... ...................................................

Não se enganára.

O caricioso pai sahiu com ella e suas irmãs a passear depois do almoço. Amimou-a, depois de jantar, brindando-a com um vestido de tafetá azul para festa dos annos da morgada. Ao fim da tarde viram-n’a sahir ao jardim, e a mais abelhuda das irmãs disse:

—Papá, olhe que a Christina vai só...

—Deixal-a ir. Coitada! o inverno já lhe desfolhou as rosas que ella ha um mez ainda regava!... Vai ver as suas plantas... Pobre filha, que pena me faz vêl-a tão abatida!...