—O balão, que ha de chegar ao céu, já ali está n’aquella arca.

Os lavradores quizeram vêl-o mas o padre differiu para as onze horas desencaixotar o balão que havia de chegar ao céu.

—E os foguetes?—perguntaram elles.

—Tambem chegam logo, e hão de ser todos de lagrimas.

—E a musica?

—Vem tambem; e ha de ser musica de anjos.

Os parochianos encararam-se mutuamente e murmuraram:

—Anda aqui marosca!...

No fim da missa do dia, por volta de onze horas, o vigario assomou no arco da igreja, tirou de entre os colchetes da batina um papel, onde eram inscriptos os nomes de doze velhos pobres e doentes da freguezia. Á proporção que os ia chamando, os velhinhos sahiam de entre a multidão e collocavam-se em frente do vigario.