—Pobre ainda não: tenho trem, e um palacete, e soirée ás terças feiras.
—Vives sardanapalamente! E, por sobre tudo isso, a franceza, que tu amas! Devéras amas? falla a verdade.
—Amo, porque me não merece confiança nenhuma.
—Esse porque é especie nova para mim! Oh diabo! eu costumo desprezar as mulheres pela razão por que tu as amas!... Isso não é amor, dou-te a minha palavra de homem que leu Byron, Balzac, Henri Beile, e todos os praxistas ad hoc.
—Então que é?
—É uma peçonha composta de uma grande dóse de orgulho, e outra grande dóse de tolice. Perdoarás: fallemos rudemente como lá nas nossas montanhas. Ella atraiçoou-te?
—Não...
—Que tu saibas...
—Sei que não; mas tem um ideal.
—A boas horas! Cuidei que estas creaturas não consumiam d’isso, e andavam satisfeitas com vestidos e diamantes e carruagem! De mais a mais, a despeza do ideal!