—Tu rebaixas muito a mulher, primo Almeida!
—Eu!?... tu é que m’a puzeste debaixo dos pés, dizendo-me que ella te não merecia confiança.
—Mas posso ser injusto.
—Ah! então diz-me isso. O certo é que a zelas muito porque a amas desmarcadamente, eim!
—Suspeito que ella, se Nicoláo de Mesquita a requestasse, me deixaria.
—Logo... (cá vem a logica, se permittes uma excepção) logo: a mulher não tem vergonha.
—É barbara a conclusão! Tu ignoras o passado d’esta senhora...
—Sei tudo: contou-me tudo o Mesquita, no mesmo dia em que tu saiste da Foz com ella para Lisboa.
—E elle ainda a ama?
—N’aquelle dia estava cheio de amor! Tocava as raias do delirio e da irrisão. Aturei-o duas horas e levei-o a casa.