—Não... foi ella quem se despediu.
—Oiro sobre azul. Então já lá vae!...
—Teria ido, se me não dissesse isto: «Sou culpada; mas criminosa, não. Respondi a um desventurado, que está pagando as dôres que eu recebo das tuas mãos!»
—Oh! acudiu Raphael com afflicção, que atrocissima lembrança! Disseste-lhe que eu amava Beatriz!
—Não.
—Por tua honra?
—Por minha honra.
—Estava perdida a minha pobre prima! A franceza, por vingança ou por interesse, accusava a mulher ao Mesquita... Seria uma fatalidade!...
—Socega, que eu não lhe fallei em Nicoláo: era de interesse meu occultar os dissabores do homem que ella ainda ama. O que Margarida não póde perdoar é ser elle feliz.
—O caso é que ella ficou...—volveu Raphael.