—Por mim, santo Deus? exclamou a franceza.

—Não, por minha mulher.

—Tens provas?!

—Era ella que vinha com o infame! Era ella, e eu vou arrancar-lhe o coração!... e apunhalal-o a elle!

—Reflexiona, meu anjo!—redarguiu Margarida Froment.—Tu estás desvairado! Pois tu viste-a?

—Não. Fugiram. Branca, magra, e capa escarlate!... Era ella! Está morta, juro-te que morre hoje, se não estiver escondida nos abysmos do inferno!

—Que pequena alma!—observou a franceza.—Quando assim fosse, não terias a coragem de Ernesto Froment?

Nicoláo fitou-a com spasmo de furioso, e bramiu:

—Porque me dizes tu isso?

—Porque meu marido, como sabes, não me veiu procurar onde me tu trouxeste. Sei que vive feliz, e esquecido da deshonra, e de sua mulher.