—Ha de ser isso... mas olha... a noite está tão clara... e eu não vejo ninguem por alli!... Vamos nós lá?

—Pois vamos, senhora... eu não tenho medo nenhum.

—Nem eu... Estará elle já no jardim?

Desceram de mansinho ao jardim, olharam os recantos sombrios, descerraram a porta, sairam ao caminho, e paráram á bocca da mina.

—Raphael!... chamou ella, primo Raphael!... Não falla! Onde está elle?... Ó meu filho!...

Ouviu um gemido no interior da mina.

—Ouviste? perguntou Beatriz á criada, que tremia—ouviste um gemido?

—Ouvi, fidalga!... Santo Deus, misericordia! que será?!

—Raphael! Raphael!... clamou a brados Beatriz, e entrou mina dentro, chamando sempre, até tropeçar e cair sobre um corpo inerte.

—Uma luz, uma luz!—exclamou ella.—Raphael! tu estás morto?!