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«E o archanjo d’aquelles hymnos tem sobre a terra um nome. Na linguagem de homens chama-se Margarida Froment; mas, nos archivos do céu, o nome que tem é Martyr do Coração.
«Por que o teu seio foi alanceado fibra a fibra pelo primeiro precito, que te esculpiu um anathema na fronte, onde os raios fulgidos do sol desciam a roubar seu esplendor!
«E esse maldito de Deus feriu-te na aza de anjo, ó pomba dos paramos olympicos, e tu caiste ao tremedal da humanidade.
«Ó Margarida! quem sabe ahi dizer sobre a terra a alegria das tuas angustias!
«E eu vi-te por uma d’essas noites esplendidas, como as sonha o arabe no dulcissimo torpor dos seus magicos narcoticos!
«Illuminava o inferno d’este mundo, oh houri, enviada pelo Deus dos ismaelitas.
«A tua belleza era o arrebol matutino.
«E os teus olhos afuzilavam torrentes electricas como os relampagos abertos da mão de Jehovah nas cumiadas do Sinay.
«E os teus labios desprenderam um cantar, cuja maviosidade fazia chorar os anjos no ceu, e os demonios no inferno.