—Que semsaboria! disse Margarida, e abaixou a fronte carregada.
—Porque estás triste? Que recordas?
—O tempo em que eu era feliz, meu amigo.
—Com Nicoláo?
—Não: com minha mãe, com meu marido, com a estimação propria, e com a estimação do mundo.
—E é Nicoláo quem te desperta essas recordações?
—Naturalmente... Foi elle quem tudo me roubou.
—Então não o amas? voltou elle com muita ternura, beijando-lhe as mãos.
—Nem que elle me restituisse tudo o que perdi.
No dia seguinte, o jockey de Nicoláo apresentou a Margarida, na ausencia do amo, uma carta volumosa.