Braz expediu um brado estridente, ergueu-se de salto, e clamou:
—E o nome de minha mãe?
—Pergunte a sua irmã, á mãe dos seus sete filhos, como se chamava a mãe d'ella.
—Como é, meu Deus?! como é?! por caridade, salve-me d'esta duvida atroz... Minha irmã!... quem é minha irmã, senhor?
—É a filha de sua mãe.
Abriram-se os batentes de uma das portas da sala. A mulher que entrou, fechando a porta para que os sete filhos a não seguissem, impetuosa, como cega de furia, ou impulsada de um grande terror, terror como de incendio que ameaçava devorar-lhe as creanças, ia lançar-se nos braços do marido; e, como lhe faltasse o amparo d'elles, caiu de rosto no pavimento, e soltou do peito uma soada rouca, similhante ao estallido de todas as fibras da vida.
O quadro era de mais pavor do que póde exprimir lingua humana.
Francisco Luiz poz a mão na fronte glacial e disse entre si:
—Maldito eu seja, que trouxe a desgraça e a vergonha a esta familia!
Braz Luiz inclinou-se a levantar a mãe de seus filhos nos braços que a não podiam suster. Chamou as filhas mais velhas, e mandou-lhes que levassem sua mãe ao leito. Acercou-se de Francisco de Abreu que estava chorando com a face encostada ao alisar de uma porta, e disse-lhe brandamente: