Leiam isto, que é verdadeiro como o «Agiologio» de Ribadaneira, como as «Peregrinações» de Fernão Mendes, como todos os livros legados de geração a geração com o sinete da crença universal.{9}
A ALGUNS DOS QUE LEREM
Não será uma acção meritoria amoldurar em fórmas verosimeis a virtude, que os pessimistas acoimam de impraticavel n'este mundo? Hão de só crer nas façanhas do crime, nas hyperboles da maldade humana, e negar as perfeições do espirito, descrêr o que ultrapassa as balisas de uma certa virtude convencional, que não custa dores a quem a usa?
Se os espanta as excellencias da mulher que vou debuxar, antes de m'as impugnarem, afiram-se pela natureza, interroguem-se, concentrem-se no arcano immaculado da sua consciencia. Se me rejeitam a verdade de Ludovina, se me dizem que a este inferno do mundo não podia baixar tal anjo, sabem o que é esse descrer? é apoucamento de alma para idear o bello; é o regelo do coração que rebate as imagens ainda aquecidas do halito puro da divindade.
Se a mulher assim fosse impossivel, o romancista que a inventou, seria mais que Deus.{10}
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CAPITULO AVULSO
PARA SER COLLOCADO ONDE O LEITOR QUIZER
Francisco Nunes...
Que nome tão peco e charro! Francisco Nunes!
Pois se o homem chamava-se assim!?