—E muito, meu pae; vergonhosas até para que uma filha se atreva a dize'-las. Queira ignorar tudo, meu pae, ou tudo saber de outra pessoa que não seja eu...
«Porque não has de ser tu?
—Porque sou criminosa.
«Criminosa! mas o barão disse que estavas innocente.
—Foi a minha querida mãe que me salvou á custa da sua dignidade.
«Não entendo...
—Entende, meu pae. A amante de Antonio de Almeida era eu.
«Tu! pois tu!...
—Não me culpe, ou culpe-me, mas perdoe-me. Obedeci, quando me casaram com este homem, obedeci cegamente; mas o coração negou-se ao sacrificio.
«E Antonio de Almeida, meu amigo de vinte annos, que te viu nascer, teve a ingratidão e a infamia de te fazer a côrte, sendo tu casada?! Foi bem dado o tiro! Bem hajas tu, barão, que me desaffrontaste, e procedeste como homem de bem!