Antonio de Almeida escreveu. Ao despedir-se beijou Ludovina na face, e disse soluçando:

«Será o beijo de um moribundo?

«Não diga tal, sr. Almeida.

«Se fôr...» e desentalando a voz dos gemidos que lh'a embargavam, proseguiu «se fôr... Ludovina... lembra-te sempre da situação em que te deu o seu ultimo beijo... teu pae.

A baroneza tremeu uma sezão de instantes. Quiz saír, mas o abalo quebrantou-lhe as forças, coando-lhe nos nervos o desfallecimento, e a perda quasi dos sentidos.

Almeida tocou a campainha, e disse á irmã que primeiro chegou:

—O ar d'este quarto fez mal a esta senhora: levem-n'a para a sala, e vá uma das manas acompanha'la.

Ludovina pediu que lhe mandassem buscar a sua sege, que a esperava na Lapa.{149}

Cinco paginas que é melhor não se lerem

Este capitulo mira a alvo transcendental.