«O conselho de saude, bandeado n'este tripudio de canibaes, forma o cortejo scientifico das parcas que nos arrebanham para a região dos suicidas. Morte ao conselho!
«Não ha typhos, nem cholera, nem febre amarella, senhores deputados! Ha charutos, ha o meio-grosso, e o cigarro. A epidemia não está nos canos, senhores; está n'estes canudos, por onde os contractadores cospem affronta e morte na face do povo!
«Que elles sejam malditos setenta vezes sete vezes, como se dizia no Oriente!{19}
«Na hora do trespasse, a alma d'elles, tisnada pelo remorso, será negra como este charuto, d'onde eu sorvi um pus que me requeima os bofes... Vae-te, infame!»
E, assim rugindo, n'uma como inprecação do moribundo atormentado, arremessou o charuto por cima do muro para o quintal.{20}
{21}
I
—Ludovina, já pensaste a resposta que has-de dar a teu pae?
Pergunta que faz a sua filha uma senhora de nobre presença, quarenta annos, ainda frescal, chamada Angelica, e casada com o sr. Melchior Pimenta, empregado na alfandega do Porto.
Ludovina respondeu:
«Como hei-de eu responder, se ainda não vi o homem?