—Nada de exclamações; clareza e franqueza, meu amigo! Que é isso?
«É os meus peccados; é o que eu lhe tenho dito duzentas vezes, e a senhora não quer crer que a sociedade do Porto está corrompida, e quem aqui estiver não póde dar boa conta de si.
—Vamos aos factos; applique... diga a que vem isso?
«Ahi tem o que é.
E arremeçou-lhe ao regaço a carta amarfanhada, que parecia uma pela.
A baroneza abriu-a serenamente, amaciou-lhe os vincos, e leu, sem signal de inquietar-se.{86}
«Diz-se aqui que eu tenho um amante—disse ella sorrindo—que se corresponde comigo. O senhor crê isto? Responda, senhor; crê que eu tenho um amante?
—Não, senhora; mas, pelos modos, dizem-no, e a minha honra soffre com isso.
«Como soffreria com a verdade do aviso?
—Que é? não entendi.