—Não me replique! tenho dito.

Fazia medo a cara do homem. Esverdinharam-se os refegos da papeira; as ventas fumegavam soluçando; testa e palpebras, tinham o escarlate da penca do perú assanhado.

Ludovina estava atterrada, e julgou-se em risco, ali, sósinha. Recuára para se evadir com dignidade, honrando a retirada, quando o barão lhe disse:

—Olhe, senhora!

A baroneza voltou-se, e viu o braço do barão erguido em attitude prophetica; e lá em cima no cucuruto da mão cebácea... o CHARUTO!...

—Que é isso?!—perguntou ella com mais curiosidade que espanto.

—Não sabe o que isto é? chegue-se cá!

Ludovina, indo receosa, disse:{96}

—É um charuto... pois não é?!

—É um charuto! é um charuto! mulher traidora!—ululou o bordalengo com a grenha irriçada.