—Diga V. Ex.ª, meu nobre amigo.
—Sua mulher, querendo ir para Castella unir-se a seu marido com sua filha...
—Ella!.. ella unir-se a mim?
—Ou subjeitar-se ao despreso, com tanto que podesse aliviar-lhe a desgraça levando-lhe a menina, sua mulher, repito, quiz vender os bens; mas a justiça impediu-lh'o. Consultou-me sobre solicitar d'elrei a licença; eu desapprovei-lhe semelhante recurso; ella menospresou o meu conselho, e fallou ao rei. Mal sei o que passou entre ambos. O que facil me foi saber de pessoa competente foi que el-rei, por intermeio de Antonio Cavide, é hoje o que o sr. Leite sabe. Agora que de fugida lhe disse o que me affligiu grandemente referir-lhe, vamos ao ponto, vamos satisfazer o motivo que o trouxe a Portugal. Quer sua filha?
—Sim, sr. marquez.
—E, obtida ella, retira-se sem estrondo, sem escandalo?
—Immediatamente.
—Pois então vá o sr. Domingos Leite para sua casa, e ámanhã dê-me ponto onde eu o encontre ás dez da noute. Não venha aqui. Onde se alojou?
—Na caza deshabitada de um amigo.
—Aonde?