—Eu não posso mentir a minha mãe...

—São?—interrompeu Maria.

—Saudades, e duvidas que me atormentam.

—Que duvidas? se te ama?

—Penso que temos sido injustos com ella, minha mãe...

—Diz-me o que te faz assim pensar, Alvaro.

Não se fez rogar o moço: contou a scena das «memorias da infancia» e mostrou o acrescentamento escripto da mão de Leonor. Maria leu, sorriu, e disse:

—Tanta palavra! tanta palavra!... Crês isto, filho?

—Diga-me a minha mãe se não devo acreditar.

—Não deves. Vai ao convento das commendadeiras e pergunta o que fez alli tua prima, durante oito mezes.