Alvaro tinha pedido a capa com aquella pressa do amor que nas menores cousas se desvela e impacienta. O morgado acudiu perguntando o que tinha Leonor; e, como o primo não respondesse para ganhar tempo, vieram depós elle Sebastião de Brito, Cecilia, e Maria da Gloria.
Quando abordaram o lago, ouviram Alvaro chamar Leonor.
—Onde está ella!?—perguntou o pae—Falla, Leonor, não andes a fazer fosquinhas!...
—O local é proprio para jogar as escondidas...—acrescentou Maria da Gloria.
—Eu vou dar com ella—tornou o morgado, batendo os caramanchões, e dando gargalhadas do seu logro, e da esperteza da menina.
N'isto demoraram alguns minutos, até que Alvaro disse:
—Leonor já não está aqui.
—Pois onde ha-de estar? essa é boa?—replicou o tio. Vamos dar com ella no laranjal.
E foi com o sobrinho pelo caminho, que ella seguira. Correram o pomar, e viram aberta uma janella.
—Aquella janella aberta!—disse Sebastião de Brito.