Eufemia quiz fugir; Alvaro susteve-a pela saia, e acrescentou:
—Venha cá, sente-se aqui, e responda-me, se é minha amiga: Porque está minha mãe n'um convento?
—Santo nome de Jesus!—exclamou Eufemia, levantando as mãos á cabeça—Quem lhe disse isso, menino?
—Que lhe importa a vossemecê saber quem m'o disse? É isto verdade? É, sei que é; o que eu lhe pergunto é a razão por que minha mãe não está n'esta casa.
—Senhor Alvaro, se continua a perguntar-me cousas assim, eu vou-me embora d'esta casa—replicou a ama com resolução feita de sahir.
—Está bom—redarguiu Alvaro—não se afflija, que eu não fallo mais n'isto; mas prometta de não dizer a meu pae nada.
—Eu, menino! Eu cahia lá n'essa! Tomára eu que elle nem por sonhos se lembre de que o senhor Alvaro me disse taes palavras!...
N'um dos proximos dias, Manoel Teixeira de Macedo, tinha sahido apressadamente, e deixára aberta uma gaveta cuja chave nunca lhe esquecera.
Alvaro entrou no escriptorio, e reflectindo disse entre si:
Não haverá aqui alguma cousa que me falle de minha mãe?