Alvaro sahiu da sala; João de Mattos fechou a porta; e Manoel Teixeira encostou-se ao bordo de um tremo, e cruzou os braços em postura, que seria dramatica, se não fosse incivil.
João de Mattos, com a mão esquerda na lapella da casaca, e a direita, segurando o chapéo, sobre a cintura, fallou assim:
—Creio que o snr. Manoel Teixeira tem sobeja intelligencia para conhecer que um homem, como eu, na sua presença e em sua casa, significa um successo extraordinario movido por um impulso tambem extraordinario.
—Eu desejo realmente saber o que vem vossa excellencia fazer a minha casa.
—Venho...
Um criado cortou a resposta, dizendo que um meirinho que acompanhava um preso entre soldados queria fallar a sua excellencia.
—A mim?!—disse o negociante.
—É a mim—acudiu sorrindo João de Mattos.—Queira vossa senhoria consentir que o preso esteja ás minhas ordens na sua sala de espera.
Manoel Teixeira ergueu os hombros, e disse enleiado das estupendas occorrencias:
—Mas esse preso é cousa que tenha relação commigo?!