—Isso que quer dizer?
—Quer dizer o que as palavras explicam—tornou ella modificando para melhor o modo zombeteiro.
—Torna a perguntar—volveu elle.
—Tua mulher, se hoje tivesse um filho...?
—O quê?!—atalhou Innocencio, fitando-a de frecha com os olhos coruscantes.
—O filho podia chamar-te pae?
—Não!—exclamou elle.—E por que perguntas isso?
—Ahi estás tu fóra de ti!—acudiu a franceza, tão outra e sisuda de semblante, que parecia não ter tido mais intenção que dizer uma tolice.—Quiz experimentar, se é certo o que me tens dito. Agora acredito que fallas verdade, meu Barros.
E, com dois beijos calorosos, renasceram nas faces de Innocencio as boas côres, esmaecidas n’um instante de pundonor insurgido.