—Mas quem sabe se o Innocencio deixou alguma declaração...
—De que o filho não era d’elle?
—Sim...
—Mais forte rasão para que t’o não queiram, e comecem desde já um processo a provar a illegitimidade do filho adulterino. Seja como fôr, minha filha, lá tens optimo procurador no Porto. Póde ser que a esta hora o nosso anginho venha esvoaçando para nós. Teu sogro hade achar-te louvavel o procedimento, porque não pedes herança, nem sequer as tuas joias. Pedes o filho e renuncias a ter quinhão dos bens de teu marido.
—E se elles m’o não entregarem?
—Vou eu buscal-o. Entrarei á presença de Gervasio, e direi: «Este menino é meu filho. Não tem d’esta casa uma tabua nem um farrapo. Gosem tranquillos os seus bens de fortuna, que esta creança, quando fôr homem, nem sequer ha de saber que sua mãe foi casada com um chamado Innocencio.»
—E tu ias dizer isso?—atalhou exultantemente a viuva.
—Com toda a certeza, se o escandalo fôr necessario.
—Não ha de ser... Elles dão-me a creancinha.