—Alli está, senhores, um infame sobre quem pesa a morte de um homem honrado, que elle matou prostituindo-lhe sua mulher. Este ferrête, que lhe atiro á testa, em occasião opportuna lh’o grudarei mais sensivelmente.

Fez-se profundo silencio.

Nicoláo levantou-se por sua vez e disse:

—Aquelle miseravel ainda não fez publico o seu nome.

—Sabel-o-ha, quando quizer—respondeu Pedro de Barros.—O meu nome não importa a estes cavalheiros. Se eu o disser, não me conhecem, nem podem por elle ajuizar da autoridade da minha opinião a respeito do senhor Nicoláo d’Almeida. Dentro de trez horas, estarei no quarto n.º 5 d’este hotel. Se eu não estiver, senhores, o infame sou eu, e não elle.

O marido de Thomazia saiu.

Meia hora depois voltava com dois portuguezes, seus contemporaneos da universidade, lisboetas da plana aristocratica.

Pouco em seguida, entrou no quarto n.º 5 Pedro de Barros com dois francezes titulares, seus conhecidos das carreiras hippicas em Londres.

No quarto, antes de avisarem Nicoláo d’Almeida, continuaram assim a conversação que traziam:

—Mas a mudança de nome—dizia um dos francezes—é uma irregularidade original nos duellos!