—Pois tivesses-m’o dito. Para a outra vez, quando alguem me quizer apertar a mão, escondo a minha—tornou ella amuada.

—Ai! ai! ai!—replicou o marido.—Estás muito enjoada...

—Pois eu!... Tenho agora culpa de que o homem olhasse para mim...

—Não tens; mas... aquelle modo de olhar...

N’isto deu Innocencio tino de que o seguiam de perto. Olhou e viu o rapaz dos olhos espantadiços.

—Elle cá vem—disse o marido apertando o braço da mulher com convulsiva raiva.

—Olha que me magôas o braço...—gemeu ella.

—Vêl-o? ahi vem!...

—Deixa-lo vir... Olha o doido do homem que me havia de empécer agora!...

Tinham entrado na estalagem quando o secundanista retrocedeu a botar inculcas sobre a procedencia e destino da mulher que, a seu juizo, lhe era enviada como um acepipe dos festins de Lucrecia Borgia, um calix de agua tufana, uma coisa que lhe caíra do céo como a tartaruga que matou Eschilo. Os rapazes teem coisas!