Salvou-o?! como?!
Esperem.{173}
XI.
Saiba-se o que tão extraordinariamente fizera respirar Vasco daquelle aperto d'alma, que não podia desafogar-se, sem que a mão bemdita de mãi lhe alargasse as angustias que a comprimiam.
Entraram ambos, como disse, no quarto d'ella. Vasco, antes de responder ás perguntas amoraveis de sua mãi, encostou-lhe, como criança amimada, a cabeça ao hombro, e soluçou, chorando copiosamente.
«Que é isto, meu Vasco?!—instou a impaciente senhora—Bem me parecia a mim que a tua melancolia vaticinava desgraça!... Falla filho...
Neste momento, Vasco levou o lenço aos labios para esconder o sangue que espirrava da tosse suffocante. A mãi, vendo o lenço tinto de sangue fresco, soltou um grito.
«Este sangue é teu, meu pobre filho?! exclamou ella.
—Isso que importa, minha mãi?...—disse Vasco, sentindo diminuir a violencia da sua dôr, ao passo que o rosto da mãi dava signaes de afflicção e pasmo.{174}
«Que importa!?...—tornou ella, juntando as lagrimas ao sangue de seu filho, e cahindo quasi desanimada n'uma cadeira—Importa a minha morte, Vasco!...