«Pois diz-lhe que venha... Vai buscar tua esposa para o quarto de tua mãi, vai, meu filho. É tua mãi que t'o diz.
Vasco, todo tremulo, só immovel nos olhos, estendia os braços para ella como se precisasse abraçal-a, para convencer-se de que não era phantastica a visão de sua mãi.
Neste momento, batem á porta do quarto; a mãi de{181} Vasco recusa abrir, e dizem-lhe que está alli uma carta que deve ser immediatamente entregue ao menino.
É ella que recebe a carta, e a entrega ao filho: Vasco reconhece o sinete, e diz a sua mãi que a leia.
Continha isto:
«Matas-me, Vasco. Se me não tiras d'aqui esta noite, amanhã suicido-me. És a causa da minha morte. Pelas chagas de Christo, diz-me que me salvas deste inferno. Responde-me já, já.
Leocadia.»
«Eu vou responder, meu filho—disse a viuva, correndo á escrivaninha. Vasco estava arquejante com a fronte reclinada sobre o travesseiro de sua mãi.
Ella voltou, e leu o seguinte bilhete:
«Minha filha. Hoje ás 11 horas da noite está uma sege defronte do convento de Sant'Anna, a cincoenta passos da sua porta. Nessa sege espera-a a mãi de Vasco, e sua mãi extremosa