—Não, não é sua esposa... é esposa d'outro que seu pai lhe destinou!—«Vasco soltou um terrivel grito, levou as mãos á face, e foi cahir nos braços de sua mãi... «Matai-me, meu Deus!» exclamou elle.
«Agora—proseguiu Leocadia arfando convulsivamente—peço-lhe eu que vá, meu amigo, não posso continuar... Estou doente... Adeus... Se eu não podér fallar-lhe, ha-de lêr o resto da minha historia.»
Leocadia entrou encostada ao meu braço em sua casa. Eu fiquei alli não sei que tempo entorpecido. Quando me retirei, alvorecia a manhã.{209}
XVII.
O CARACTER DE FRANCISCO DE PROENÇA.
É preciso virmos procural-o aos nossos ultimos annos.
Em 1828 o homem não era ainda feito á similhança do typo, que mais o encantára, no romance.
Depois de 1834, é que as bibliothecas de novellas entraram por aqui dentro a fecundar este chão bravio, como extravasantes do Nilo.
Era necessario ser-se excentrico, desde o ventre materno, para ser romantico em 1828.
Francisco de Proença representa a vanguarda dos descabellados em Portugal.