—Estavamos no vêr-vos e não vêr-vos, amar-vos e não amar-vos...
«Ah! já sei... põe lá:
«Cesar foi, viu, e venceu. Eu vim, vi, e fui vencido! Maravilhosa coincidencia de constrastes, Hermenigilda querida!
«Mas é tão dôce ser escravo, subdito e fiel vassallo vosso! Quereis vós ser a rainha desta alma? Governai-a com o vosso sceptro de amor; subjeitai-a aos decretos e leis regias dos vossos soberanos olhos; regei esta monarchia com o absolutismo despotico da vossa augusta vontade.
«Se não quereis responder-me, senhora, dai-me n'um sorriso o signal de que acceitaes preito e homenagem do vosso mais humilde feudatario,
Bento de Castro da Gama.»
O meu amigo, a meu pedido, fechou a carta em coração, e postou-se na janella. Hermenigilda appareceu. A{31} carta foi-lhe mostrada; ella fez menção de recebel-a. Castro sahiu, roçou-se pela porta, lançou-a no pateo, e tornou para a minha janella.
Hermenigilda não apparecia: estava naturalmente estudando os jeroglificos druidicos da carta.
O preto, porém, veio á sala, e fez uma careta medonha ao meu amigo.{32}