Creança encantadora! Eu mal esboço o quadro
Da lyrica excursão, d'intimidade
Não pinto a velha ermida com seu adro;
Sei só desenho de compasso e esquadro,
Respiro industria, paz, salubridade.
III
Andam cantando aos bois; vamos cortando as leiras;
E tu dizias: «Fumas? E as fagulhas?
Apaga o teu cachimbo junto ás eiras;
Colhe-me uns brincos rubros nas ginjeiras!
Quando me alegra a calma das debulhas!»
IV
E perguntavas sobre os ultimos inventos
Agrícolas. Que aldeias tão lavadas!
Bons ares! Boa luz! Bons alimentos!
Olha: Os saloios vivos, corpulentos,
Como nos fazem grandes barretadas!
V
Voltemos. Na ribeira abundam as ramagens
Dos olivaes escuros. Onde irás?
Regressam os rebanhos das pastagens;
Ondeiam milhos, nuvens e miragens,
E, silencioso, eu fico para traz.
VI
N'uma collina azul brilha um logar caiado.
Bello! E arrimada ao cabo da sombrinha,
Com teu chapéo de palha, desabado,
Tu continúas na azinhaga; ao lado
Verdeja, vicejante, a nossa vinha.