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Sim! Europa do Norte, o que suppões
Dos vergeis que abastecem teus banquetes,
Quando ás dockas, com fructas, os paquetes
Chegam antes das tuas estações?!
Oh! As ricas «primeurs» da nossa terra
E as tuas frutas acidas, tardias,
No azedo amoniacal das queijarias
Dos fleugmaticos «farmers» d'Inglaterra!
Ó cidades fabris, industriaes,
De nevoeiros, poeiradas de hulha,
Que pensaes do paiz que vos atulha
Com a fructa que sae dos seus quintaes?
Todos os annos, que frescor se exhala!
Abundancias felizes que eu recordo!
Carradas brutas que iam para bórdo!
Vapores por aqui fazendo escala!
Uma alta parreira muscatel
Por doce não servia para embarque:
Palacios que rodeiam Hyde-Park,
Não conheceis esse divino mel!
Pois a Corôa, o Banco, o Almirantado,
Não as têm nas florestas em que ha corças,
Nem em vós que dobraes as vossas forças,
Pradarias d'um verde illimitado!
Anglos-Saxonios, tendes que invejar!
Ricos suicidas, comparae comvosco!
Aqui tudo espontaneo, alegre, tosco,
Facilimo, evidente, salutar!
Opponde ás regiões que dão os vinhos
Vossos montes d'escorias inda quentes!
E as febris officinas estridentes
Ás nossas tecelagens e moinhos!
E ó condados mineiros! Extensões
Carboniferas! Fundas galerias!
Fabricas a vapor! Cutelarias!
E mechanicas, tristes fiações!