Não hesitaremos tambem em penetrar indiscretamente, levados pelo maldizente Costa e Silva ou pelo sisudo Barbosa Machado, nas cellas do convento da Rosa, ou nas do convento da Esperança onde emmurcheceram Violante do Céo, Magdalena da Gloria, Maria do Céo e outras freirinhas, preciosas flôres do seiscentismo, exhalando sonetos, soliloquios, e villancetes, de amortecido perfume.
Se algum dos meus leitores se enfadar, em meio da jornada, tem um recurso facil.
Fecha o livro e recolhe-se nas proprias cogitações, certamente mais interessantes que os meus arrazoados.
E eu não lhe quererei mal, porque isso não me tolherá que vá continuando a regar com agua de Neves de Antanho as plantas do horto portugalense.
St.º Amaro—Junho 1918.
IGNEZ NEGRA
A HEROINA DE MELGAÇO
SUMMARIO
Lua do mel—A primeira separação—Incursões na Galliza—Morte de Ruy Mendes de Vasconcellos—Regresso a Coimbra—Doença do Rei—Partida do Duque de Lancastre—Viuvez de Nun’Alvares—Projecto de ataque a Melgaço—A côrte da Rainha é convidada a assistir—As duas contendoras—Lucta de mulheres—Victoria de Ignez Negra.
Eram casados de pouco, quando foram obrigados a separar-se, porque as exigencias da lide guerreira assim o impunham a El-Rei D. João I.